Ser investidor é difícil, exige disciplina e foco para não desistir aos primeiros resultados negativos. O investidor iniciante com certeza irá procurar conselhos e dicas de alguém com mais experiência, que pode ajudar a trilhar um caminho de resultados mais consistentes logo no início desta trajetória. Porém deve-se tomar cuidado sobre estas dicas, pois em investimentos, nem tudo que é bom para um , é bom para todos. Há de se considerar o tipo de investimento, a liquidez, valor mínimo de investimento etc.
Obtendo resultados expressivos logo de início, não pode deixar o investidor empolgado, pois o excesso de confiança é o primeiro passo para o prejuízo e ruína financeira.
Ao mesmo passo que quando não obter o retorno esperado, não se deve desistir , pois faz parte da rotina do investidor, cheia de altos e baixos, aceite a derrota, estude mais, seja ponderado em suas ações para obter resultados melhores.
Evitar super controlar os investimentos, pois a super vigilância só trará mais ansiedade e inquietação, e de acordo com as oscilações do mercado, com certeza será um pesadelo este excesso de controle.
É importante ter metas claras e objetivas, sem foco e definição, facilmente , os objetivos podem perder-se no mar de informações disponíveis no mercado financeiro.
Saber lidar com as limitações financeiras também é importante, procurar investimentos com perfil financeiro adequado ao investidor, não adianta uma "dica" de uma ótima rentabilidade sendo que a aplicação mínima não condiz com os valores disponíveis para o investidor.
Deve-se fazer a avaliação correta dos riscos que envolvem cada investimento, a não observância deste processo pode arruinar os investimentos, lembrando que quanto maior o lucro, maior o risco.
O fator que considero mais importante para o investidor, principalmente os novatos, é acreditar cegamente nos "gurus do investimento", as pessoas minimamente não procuram saber se as indicações ofertadas, são realizadas por eles próprios. Faça uma reflexão, os maiores investidores do Mundo são classificados como "Gurus dos investimentos" ?
O fato é que há muita informação disponível sobre investimentos diariamente, e isto deve ser muito bem entendido pelo investidor. Vale lembrar da expressão "Efeito manada", que exemplifica muito bem as informações disponibilizadas nos mercados e que influenciam na tomada de decisão destes investidores pouco experientes em sua maioria.
A vida de investidor é difícil, mas observando com cuidado as informações acima, posso afirmar que o caminho a ser trilhado será mais forte e com menos percalços.
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segunda-feira, 16 de maio de 2016
domingo, 22 de junho de 2014
Aplicação em LCI, melhor que o CDB?
O objetivo dos investidores é aliar segurança com maior
rentabilidade, normalmente as aplicações em renda fixa viabilizam esta
premissa. Somando a isto uma aplicação que tenha isenção de IR, o mundo parece
perfeito para este investidor.
Uma ótima opção neste contexto são as LCIs
(Letras de Crédito Imobiliário) ,
conservadoras e de baixo risco, mas com uma rentabilidade maior do que
muitas alternativas mais tradicionais, principalmente por conta da isenção do
Imposto de Renda, na fonte e na declaração, para os investidores pessoa física.
O ems LCIs podem ser lastreadas em créditos imobiliários garantidos por
hipoteca ou por alienação fiduciária de bem imóvel.
O que isso significa? De maneira mais
simples, significa que as instituições financeiras autorizadas a emitirem LCIs
usam parte de suas carteiras de créditos imobiliários como garantia para uma
aplicação que pode ser oferecida a seus clientes. Os recursos aplicados, por
sua vez, são direcionados para financiamentos habitacionais, dando garantia
real, que é o imóvel financiado com seus recursos.
Qualquer pessoa física ou jurídica pode
optar por este tipo de aplicação, desde que tenha o valor mínimo disponível
exigido pelas instituições. Até pouco tempo, o valor mínimo era de R$ 10 mil reais,
mas já há opções no mercado a partir de R$ 1 mil .
Quanto ao prazo da aplicação, o montante
deve ficar aplicado por, no mínimo, dois meses. "Não existe um prazo
máximo, pois depende do lastro da instituição, mas a maioria dos investimentos
gira em torno de 2 a 12 meses", pois não é comum o investidor querer um
papel tão longo e é essa liquidez que também chama a atenção dos investidores.
A remuneração de LCI é
calculada tendo por base o percentual do Certificado de Depósito Interbancário
(CDI), taxa média de depósitos interfinanceiros de um dia, divulgada pela CETIP, desta forma, você verá sua aplicação rendendo diariamente.
Vantagens e riscos da aplicação as LCIs
conferem aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se
for o caso, atualização monetária.
Frente a alternativas, como fundos de renda
fixa e CDB, a isenção de imposto de renda é o que torna o investimento em LCIs
mais atrativo. "Uma LCI, num prazo de 180 dias, que promete rendimento de
90% do CDI, garante esses 90%. Para um CDB com a mesma rentabilidade líquida,
seria necessário um rendimento bruto de 116,13%, ou seja, praticamente
impossível de encontrar e além disso, a liquidez e o baixo risco são outros
diferenciais.
Normalmente os bancos “menores” ofertam uma
remuneração melhor que os bancos tradicionais, pois é a única forma de
concorrer com os “grandes bancos”. Para uma segurança, melhor aplicar nestes
bancos o valor máximo de R$ 250 mil, pois desta forma você terá a garantia do
Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
"O único risco da aplicação, por conta
de ser um título privado, é o de a própria empresa ter problemas", "no
entanto, a instituição só pode emitir letras com base em lastros de créditos já
desembolsados, ou seja, um limite que dá segurança ao investidor".
Então, não perca tempo e coloque logo este tipo de aplicação em sua carteira de investimentos, pois lembre-se que diversificar é preciso.
domingo, 13 de abril de 2014
Tesouro Direto, uma opção de investimento desconhecida para a maioria dos brasileiros!
O que é o Tesouro Direto ?
O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos
a pessoas físicas desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a
BM&FBOVESPA.
Investir no Tesouro Direto é simples e você não precisa de
muito dinheiro para começar. Essa alternativa de aplicação permite
investimentos a partir de R$ 60,00 ( 10% do valor de um título.ex. título R$
600,00 você pode comprar 10% = R$ 60,00), de curto, médio ou longo prazo. No
Tesouro Direto, você mesmo gerencia seus investimentos, e faz seus investimentos de acordo com suas
necessidades de rentabilidade ( Pré-fixado ou Pós-fixado).
Uma vez comprados os
títulos, você receberá os rendimentos da aplicação até o vencimento do papel
(data predeterminada para o resgate do título), quando os recursos são
depositados em sua conta com o rendimento combinado. Mas sempre que precisar,
você pode vendê-los antes de seu vencimento ao Tesouro Nacional às
quartas-feiras, pelo seu valor de mercado (pode ocorrer perda de rentabilidade
ou até receber menos do que aplicou).
O rendimento da aplicação em títulos públicos é bastante
competitivo se comparado com as outras aplicações financeiras de renda fixa
existentes no mercado. As taxas de administração e de custódia são baixas e o
Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda, pagamento de cupom de juros
ou vencimento do título.
O que são Títulos Públicos ?
Os títulos públicos são ativos de renda fixa, ou seja, seu
rendimento pode ser dimensionado no momento do investimento, ao contrário dos
ativos de renda variável (como ações), cujo retorno não pode ser estimado no
instante da aplicação. Dada a menor volatilidade dos ativos de renda fixa
frente aos ativos de renda variável, este tipo de investimento é considerado
mais conservador, ou seja, de menor risco.
O investidor deve escolher, entre os títulos ofertados,
aqueles cujas características sejam compatíveis com o seu perfil e com o
objetivo de seu investimento. Existem títulos prefixados, cuja taxa de
rentabilidade é determinada no momento da compra. Há também títulos
pós-fixados, cujo valor do título é corrigido por um indexador definido, como
os títulos remunerados por índices de preços e indexados à taxa de juros básica
da economia, a Selic. Os títulos podem ser ainda de curto, médio ou longo
prazo, e realizar ou não pagamento de cupom semestrais de juros.
Títulos públicos são considerados os ativos de menor risco
da economia de um País, e são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. O Brasil
possui excelente reputação de emissor, sendo que seus títulos são considerados
Grau de Investimento pelas três maiores agências de classificação de risco.
Como investir no Tesouro
Direto
Para começar a investir,
é preciso seguir os seguintes passos:
1. Cadastre-se no site do
Tesouro Direto e abra uma conta em uma corretora de valores. Pode aplicar
direto do banco que você tem conta, mas normalmente pelos custos não compensa;
2. Análise o prazo do
título que pretende comprar
É importante que o prazo
do título esteja relacionado com seu objetivo para a aplicação. Se estiver
juntando dinheiro para comprar uma casa ou se aposentar, por exemplo, prefira
títulos com prazos de vencimento mais longos. Assim, é possível conseguir uma
rentabilidade mais elevada. Mas evite títulos longos se o saque do dinheiro
estiver programado para daqui a poucos meses porque, quando resgata um papel
antes do vencimento, o investido corre o risco de amargar perdas;
3. Acompanhe o desempenho
Dependendo do título,
pode valer a pena vender antes do vencimento com rentabilidade maior. É
interessante ficar de olho na rentabilidade com certa frequência e aproveitar
bons momentos de saída.
4. O Tesouro
disponibiliza reinvestimento automático e compra programada
As funcionalidades do
Tesouro Direto devem ser utilizadas principalmente pelos investidores de longo
prazo e que compram títulos periodicamente.
5. Resgates apenas às
quartas-feiras
Um investidor que compra
um título com vencimento em 2030 não precisa esperar até lá se quiser pegar seu
dinheiro de volta. O Tesouro Nacional recompra os papéis em poder do público
todas as quartas-feiras ,com exceção das semanas em que há reunião do Copom,
quando essas operações são realizadas só às quintas-feiras. A liquidez é
semanal, portanto.
Os três tipos de títulos
mais populares entre as pessoas físicas são:
LTN (Letra do Tesouro
Nacional) – Título com rentabilidade definida (prefixada) no momento da compra
Este tipo de título
possui taxa predefinida no momento da compra. Isso quer dizer que, ao adquirir
uma LTN, o investidor já sabe, na hora, qual será a taxa de juros paga no final
do período de aplicação.
Assim, este título é
indicado principalmente quando a taxa de juros está alta, mas existe a
tendência de que ela recue. Desta forma, o investidor "trava" a sua
rentabilidade com a Selic elevada, e, depois, mesmo que ela caia, vai receber
aquela rentabilidade maior ao final do prazo do investimento.
LFT (Letra Financeira do
Tesouro) - Título com rentabilidade diária vinculada à taxa Selic
Ao investir em uma LFT, o
investidor não sabe exatamente qual será a sua rentabilidade no final do
período. Isto porque ela vai depender da variação da taxa básica de juros. Se a
Selic subir, a tendência é que a remuneração seja maior, e vice-versa.
Por isso, este título é
mais indicado em caso de expectativa de que a taxa de juros suba ou permaneça
em um patamar elevado – assim, a remuneração também será mais atrativa. Para
investidores que não acompanham o mercado e podem precisar resgatar o dinheiro
a qualquer momento, esse também é o título mais indicado.
NTN-B (Nota do Tesouro
Nacional série B) - Títulos com rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice
de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação “oficial” do país),
acrescida de juros
Assim como no caso da
LFT, o investidor que compra uma NTN-B não sabe exatamente qual será a sua
remuneração no final do período de validade do título, já que a rentabilidade é
baseada no IPCA, um índice de inflação que flutua todos os meses.
Este tipo de título é
indicado para quando existe a expectativa de que a inflação aumente, pois assim
o investidor não só protege seu patrimônio como ainda pode ganhar poder
aquisitivo.
Na tabela abaixo, segue a tabela com os títulos disponíveis para a compra atualizado em 11-04-2014.
Quais são os custos envolvidos?
Os custos do Tesouro Direto costumam ser mais baixos que os de fundos DI e de renda fixa:
Taxa de custódia
Cobrada pela BM&FBovespa sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. A taxa é cobrada semestralmente e representa o equivalente a 0,3% ao ano.
Taxa dos agentes de custódia
As taxas cobradas pelos agentes de custódia são livremente acordadas com os investidores. São cobradas pelas corretoras. O Tesouro Nacional disponibiliza uma tabela com o valor cobrado por cada corretora (consulte aqui).
Como em qualquer aplicação de renda fixa sem isenção, sobre os ganhos com títulos do Tesouro Direto também são cobrados impostos. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é devido apenas quando o prazo da aplicação for inferior a 30 dias. Já o Imposto de Renda é sempre obrigatório. A alíquota é de 22,5% do lucro para investimentos de até 180 dias; 20% para 181 a 360 dias; 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para investimentos de 721 dias ou mais.
O Tesouro Direto ganhará sempre da poupança ?
Os títulos públicos nem sempre são a aplicação de baixo risco mais interessante. Para momentos em que a Selic esteja em 7,25% ao ano, por exemplo, a “velha poupança” tem um rendimento líquido superior ao das LFT. Fundos DI que cobrem taxas de administração de até 0,3% também podem bater as LFT, o título do Tesouro Direto mais seguro. Os CDB de bancos que paguem mais de 100% do CDI também podem ser mais interessantes mas, nesse caso, é recomendável nunca investir mais de R$ 250 mil em papéis de um único banco para contar sempre com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) em caso de quebra da instituição financeira.
O único título do Tesouro Direto com risco de mercado baixíssimo é a LFT. O papel paga um rendimento equivalente à Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) e é indicado para investidores mais conservadores. Em momento em que não há a expectativa de alta dos juros, os investidores com mais tolerância ao risco podem investir apenas o dinheiro da reserva de emergência em LFT.
A NTN-B é o papel ideal para poupar para a aposentadoria. Como esses títulos possuem vencimento muito longos (como 2035 ou 2050, entre outros), o investidor pode “casar” o prazo de vencimento do título com a data esperada para sua aposentadoria. Como pagam inflação mais juros, o investidor também garante um ganho real de poder aquisitivo ao longo dos anos.
As LTN são especialmente interessantes quando os juros estão em um patamar muito alto. O investidor que compra LTN nessas ocasiões consegue garantir uma taxa de juros atraente para seu investimento durante alguns anos. É importante lembrar que, se errar a aposta e os juros subirem ainda mais, o investidor terá perdas no curto prazo. Outro problema é que o Tesouro Nacional procura evitar a emissão de LTN com prazos longos de vencimento quando a Selic está em um patamar muito elevado.
Títulos com cupom semestral (NTN-B e NTN-F) pagam aos investidores juros a cada semestre. São indicados a quem planeja viver da renda desses papéis, já que, a cada seis meses, um montante de dinheiro cairá na conta. Para os demais, é mais fácil optar por títulos sem cupom (NTN-B Principal e LTN), já que não será necessário ter o trabalho de reinvestir o cupom a cada seis meses. Outro problema é que o investidor paga IR no momento do recebimento do cupom. Em papéis sem cupom, esse montante pago à Receita Federal poderia continuar rendendo.
Que tal simular seu investimento?
O site do Tesouro Direto permite simular a rentabilidade de suas aplicações em títulos públicos. Através de uma calculadora, é possível verificar quanto seria seu lucro com determinado título, prazo e valor aplicado. Acesse a calculadora através deste link (calculadora).
É importante lembrar que independente da variação do título comprado, caso resgate o título somente no vencimento, você irá receber exatamente o valor com os juros acordados. Devido a falta de informação, muitos acabam retirando o valor quando vêm uma forte desvalorização, o que é um profundo erro por parte do investidor.
Então recomendo que acesse o site do Tesouro https://www.tesouro.fazenda.gov.br/ e faça uma boa leitura antes de começar a investir. Lembrando que o ideal é que tenha a sua segurança com aplicação de 6 meses na poupança antes de iniciar mais esta opção de investimento.
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